sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mamãe também escreve!!!


Minha mãe é um pessoa incrível, além das palavras, sorte a minha.
Além disso ela também escreve.
Coloquei aqui um de seus textos, direcionado a amigas, mas válido para todos.




Juliana, Andrea e Lucia,

Às vezes penso que todos nós somos neste mundo, caminheiros. Sim, igual aqueles peregrinos que caminham para chegar a Santiago de Compostela.
Nossa meta é a mais longa, porém, temos somente o ponto de partida, não o de chegada.
Não sabemos quando e onde chegaremos ao final da jornada, apenas seguimos caminhando, dia a dia.
Nesta estrada vamos fazendo companheiros, que caminham conosco. Nossos pais, nossos avós, maridos, esposas, filhos, netos, irmãos, tios, primos, sobrinhos, compadres, afilhados, médicos, enfermeiras, professores, vizinhos, amigos, em uma grande romaria de pessoas que passam por nós, vão mais a frente, ao lado e outros logo atrás, uns se perdem na distância, e conforme caminhamos outros vão surgindo.
Às vezes a paisagem fica tão bonita e fazemos uma pausa, num verdadeiro oásis, é quando acontecem os encontros, casamentos, festas, natais, nascimentos, aniversários, viagens, alegrias compartilhadas.
Mas a caminhada tem que continuar, então, deixamos pra trás esses momentos e seguimos.
De vez em quando a paisagem muda, fica árida, triste e seca. O céu se carrega de cinza, vem a dor e o cansaço, o desânimo, as lágrimas.
Paramos, não queremos mais seguir.
Então aparecem ao nosso lado todos os nossos companheiros de andança, que com palavras carinhosas e mãos estendidas, nos animam a levantar daquela pedra, em que nos sentamos, derrotados e nos fazem andar novamente, seguir a caminhada, nos fazendo ver que logo ali, na frente, tudo vai mudar. O céu voltará a ser azul, o sol brilhará sobre as flores que encontraremos no caminho.
Ouviremos o cantar dos pássaros, com certeza, um bem te vi bem vindo.
Ouviremos as gargalhadas das crianças que nos rodeiam, veremos os sorrisos dos amigos e sentiremos novamente a felicidade em caminhar com toda essa gente que Deus colocou em nosso redor.


Então, vamos lá meninas, é logo ali...


Um abraço.

Nilvia Victorino Mendonça


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Bebê anjo


Então...
A gente pisa em porcelana chinesa, pra não magoar quem a gente gosta, e às vezes magoa sem saber.
Não dá pra tocar adiante, fingindo que nada aconteceu, falar sobre banalidades quando alguém próximo está com a vida revirada, foi atropelado pelo bonde do acaso, pelo trem da tragédia, e a gente achando que colocando um band-aid colorido e comprando um sorvete tudo vai passar.
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Nesta segunda nasceu um bebezinho que de imediato já voltou aos braços de Deus.
Chamado anjinho, por sua beleza prematura, chamado anjo pela enorme presença que teve na vida dos que o cercaram, tocando de forma definitiva sua família.
Famílias, originalmente duas, de pai e mãe, mas finalmente várias, de amigos, se uniram em prece por este bebê, e foram tocadas por sua vida breve.
Semanas de vida bastaram para que Enzo conhecesse o que muitas pessoas nem chegam a desfrutar. O amor.
Incondicional amor de pais, que o desejaram, que pediram por ele, que fizeram seus planos, que o amaram desde o início e o amarão por toda a vida.
Amor de familiares, que pediram por sua vida, por sua saúde, inconformados tiveram que assimilar que nem tudo é como a gente quer, mas que tudo acontece como tem que ser.
Enzo tocou casas e corações.
Fez com que cada um de nós olhasse pra dentro de si, buscando respostas, fez com que cada um olhasse para o lado buscando consolo. Fez com que buscássemos o novo, rasgássemos receitas prontas de respostas vazias, e acima de tudo aceitássemos que não há um porque em tudo, mas há uma para que em quase tudo.
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Obrigada Senhor por este bebê, agora e sempre anjo.
Força Juliana e Ricardo, porque foram escolhidos para serem pais, e este é um aprendizado pra toda a vida, amar incondicionalmente, aceitar incondicionalmente e suportar o que a vida nos apresentar.
Um beijinho Enzo, volte logo.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Minha amiga Polvo



Eu tenho uma amiga polvo.
Não é famosa como o animal que previu
Os resultados dos jogos da copa.
Mas minha amiga, ser cefalópode,
possui inúmeros braços, mas não tantos quantos seus talentos.
Braços capazes de cuidar de tudo e todos ao mesmo tempo.
Chamei-a de polvo pela primeira vez
Quando a vi dirigir, falar ao telefone e maquiar a filha que levava para uma apresentação de balé. Perdoado o telefonema, pois ensinava o caminho aos familiares desavisados, ou estes perderiam o espetáculo.
Alcança na bolsa grampos, enrola o coque em meio ao gel que aplica na cabeça da bailarina mirim. Retoca seu próprio batom, estacionando o carro, carregará bolsas, fantasia e filhos, acenará a uma conhecida e entregando os convites ao porteiro, abraça a filha já na porta dos camarins. Bela, estará em segundos refeita, ajeitando as madeixas, em pleno salto, chegará inteira ao teatro.
Mulher polvo deu conta de tudo mais uma vez.
Eu, orgulhosa, assisto admirada sua maestria de movimentos.
Descubro nesta definição da pessoa o porquê de sua flexibilidade, seu ajuste, sua habilidade de se moldar a vida.
Polvos não possuem esqueleto interno ou externo, o que lhes permite os ajustes ao meio. Além disso, é sabido de sua incrível habilidade de camuflagem, recurso de auto preservação.
Com visão binocular, minha amiga polvo enxerga mais do que o que se vê.
Vai além, vê a fundo o que se passa.
Quando ameaçada, usa o recurso de autotomia, como fazem as lagartixas, a fim de fugir de seus inimigos, larga braços para trás, escapando dos predadores de sua infindável amabilidade.
Refaz-se e em breve, pronta para novos abraços se faz forte.
Um abraço pra você querida amiga polvo.
Quisera eu fosse de oito braços, pra que você se sentisse hoje acalentada em seu momento de colo, mas caiba nesses que te amam e se juntam em prece pra que você se sinta bem, muito em breve.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Rios, mares, lagos e saliva


Passamos nossos primeiros meses de vida na água.
Envoltos na bolsa amniótica, estamos protegidos pelo líquido vital, que abundante nos permitiu crescer em temperatura agradável e constante, livres de abalos, de tudo o que nos pudesse ser desconfortável.
Rompe-se a bolsa, rompe-se um primeiro laço, abrimo-nos para o ar, sofrida respiração que nos faz chorar, no susto, sabemos agora sobreviver a seco.
Seco toque.
Em meio a ruídos claros, descobrimos um mundo novo de sensações, que por toda a vida serão fundamentais para fazer de nós quem somos.
A água agora nos mata a sede. Esta que representa setenta por cento de nosso corpo, similar ao nosso planeta, brota da terra, vem do céu, enche copos, escorre de nossos corpos, em suor e choro.
Choram os morros, lavam de lama casas e vilas, água rebelde não tem por onde escapar.
Choram mães, mulheres e homens por águas que rins não conseguem filtrar.
Água retida que engorda a moça.
Água brinquedo de menino em forma de poça.
Água benta, cura dos males.
Água salina, salobra, salgada dos mares.
Rios, lagos, riachos e saliva.
Água da boca.
A mesma que ajuda a digerir, fluidifica o que se come, enlaça o beijo, junta os amantes, separa em uma cusparada os inimigos.
Água do batismo, purificação do espírito.
Água de cheiro.
Fria, gelo. Quente, vapor. Água, simplesmente água.
Água que banha, lava o corpo, remove o cansaço, liberta.
Águas quentes, Caldas Novas, Goiás, que saudade deste lugar.
Encontrei em suas águas mais que o repouso. Encontrei a volta ao lugar de origem, ao calor e proteção da bolsa original.
Cuidada, me deixei lavar e levar, regada a amor, retorno refeita.
Respiro o ar, que agora já não me faz sofrer, sonhando com meu breve retorno ao seu ventre.
Obrigada, mãe água.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Relacionamento e o Ovo


Que não é simples manter um relacionamento, isso todo mundo já sabe. Há também quem diga que não sabe nem fritar um ovo. Cuidado.
Ovos e relacionamentos amorosos são parecidos.
A fome está lá, e seu ingrediente não poderia ser mais simples: um ovo.
Como prepará-lo?
Podemos cozinhar nossa preciosidade, em água, um recipiente ao fogo, nada demais. Mas qual a temperatura? Por quanto tempo? Se o coloco em água fervente, se racha, deixando esvair por sua casca sua clara já branca, tornando-se aguado e mal cozido. Erro na precipitação, perco meu bem precioso.
Deixá-lo em água fria, fogo baixo, aguardando pela fervura, temendo por novas rachaduras o retiro ao menor sinal de calor extremo. Descubro um ovo ainda cru, inconsistente, imaturo. Não era o desejado.
Penso em torná-lo gemada. Farei pouco por ele, desperdiçando o que julgo impróprio, ficarei apenas com a gema, que será batida com açúcar, para que ganhe algum gosto. Temo pela salmonela na gema crua, aborto a idéia.
Opto por um simples ovo frito.
Simples? Aqueço o óleo, não pouco pra não permitir que se misture ao ovo, não muito, para que não espirre longe, me causando queimaduras.
Despejado o ovo sobre a chapa quente, preciso zelar por ele. Preciso neste instante decidir o que quero, qual minha vontade, o que é o melhor pra mim. Se hesito, na busca por um ovo mole, deixo passar o tempo e terei que me contentar com um ovo esturricado. Gema dura, seca, bordas douradas, ou já enegrecidas ao ponto irreparável. Se era meu gosto, ótimo, engulo do jeito que dá, tomo cuidado para não engasgar com tamanha secura.
Mas se o desejado era um ovinho mole, de gema líquida, pra ser chuchada por um pãozinho amanhecido, perdi a mão.
Relacionamentos são assim, às vezes passam do ponto. Cabe aos interessados o cuidado, ou então a decisão de matar a fome com o que restou de sua experiência.
Por isso mesmo recomendo um bom omelete.
Aquele do qual nada se espera. Sim porque omeletes são ótima opção pra fazer com o que se tem a mão. Se este é o único ovo, aumenta-se com água. Tem um pouco de queijo, um restinho de frios, um tempero qualquer? Um omelete está pronto. Além do que, na pior das hipóteses, se você percebe que não tomará forma, este ainda pode virar ovos mexidos.
Mexa-se, portanto em seu relacionamento, decida-se, cuide, não ferva, não esfrie, não deixe passar do ponto, acrescente ingredientes disponíveis, e de vez um quando uma boa mexida faz milagres!
Bom apetite.
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terça-feira, 22 de junho de 2010

New look!

Nada como mudar o visual!
Uma maquiagem, um corte de cabelo, roupas novas, ou mesmo um novo perfume podem transformar um dia, uma noite, uma vida.
Renovado o visual do blog, renovada a vontade de trocar idéias.
Participem, e me digam se gostaram.
Boa semana amigas!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Amuletos e Outras Histórias


Estou elaborando um livro que fala sobre o resgate de tradições, de costumes e hábitos familiares que passam de geração em geração sem nos darmos conta, e que infelizmente outras vezes se perdem por simples descuido nosso, que atribuímos a nossas vidas corridas, a desculpa por não fazermos nosso papel na transmissão do conhecimento e da experiência aos nossos sucessores.
Não é tão difícil assim lembrar-se de uma comidinha especial que sua avó, ou tia, ou madrinha preparava, não é mesmo? Aquele bolo, aquele doce, aquela torta que nunca ninguém mais fez igual.
E a história que contavam? E as brincadeiras que faziam? Será que você está repassando aos seus filhos algum desses ensinamentos?
Pensando nisso refleti sobre velhos hábitos, coisas como pedir a benção. Pouca gente usa hoje em dia, mas era algo comum e respeitoso.
Um simples chá com biscoito a tarde, em casa eram bolinhos de chuva, tudo aquilo que um dia fez sentido em sua vida, precisa ser passado adiante, para que tenha a chance de ser vivido por outras gerações, que buscarão suas próprias lembranças no cotidiano enlouquecido atual.
Assim, me lembrei de nossas antigas avós, em um dia desses, de frio, deste outono que já flerta com um inverno mal-humorado.
Baixou em mim a falta de ânimo, aquele mal físico que faz doer o corpo, e enferruja o humor.
Enquanto encarava o guarda-roupa na espera que algo pulasse de lá, direto para o meu corpo, vislumbrei o que me era familiar, e óbvio, reconfortante. Um xale.
O xale que no passado fazia parte da vestimenta feminina, fez soar a minha campainha em busca de algo.
O passado, a proteção, o cuidado. Os xales tricotados por mãos habilidosas que cuidavam de tudo, que davam conta, que multiplicavam-se em seu zelo encontrando linhas e fios de pensamentos em suas horas vagas.
Tomei pra mim um xale, como um talismã.
Meu amuleto de sorte me proporcionou um abraço reconfortante, seria para mim uma proteção, contra os males, contra o frio, contra qualquer outra coisa que teimasse cruzar meu caminho que não para me fazer o bem.
Tomada pelo abraço de várias gerações que ali se fizeram presente, no calor da lã, na mente, e no coração, saí de casa restaurada, certa de que somos realmente eternos, se assim o desejarmos ser.
Um abraço desses para você! Boa semana.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Voz da Solidão



Falando as paredes não ouço nada.
Ergo a voz e na solidão do espaço vago pareço escutar algo.
Elevo minha voz, e percebo que a outra se eleva.
Reconheço-me nela, fala minha língua, sente minha dor.
Grito, ela me responde o grito da mesma busca, a busca por alguém que a compreenda.
Berro e peço que se cale, já não suporto ouvir sua agonia solitária. Ela ordena que eu me cale.
Acho que ela também não tolera saber que estou tão só.
Obedeço.
Cala-se o eco, me calo.
Nada ouvem as paredes.


Ninguém está livre de se sentir só.
Inevitavelmente a tristeza bate a nossa porta e entra, mesmo sem permissão.
O que não podemos é convidá-la a sentar, a ficar, não podemos ser cordiais com a tristeza para que esta visitante indesejada não se instale em nossas vidas, fazendo seus os nossos aposentos, sugando nossa energia, alimentando-se de nossa luz, de nossa criatividade e do que chamo de “força vital”.

A depressão é reconhecidamente uma doença, palavra pesada, ou no mínimo um desarranjo químico, uma disfunção tratável, de origem sabe-se em parte genética, com estopins variados. O que sabemos mesmo sobre a depressão, além de sua ação devastadora sobre o ser humano, sobre a auto-estima e as relações pessoas é que ninguém merece conviver com ela, ninguém escolhe viver com ela, mas ninguém pode negar a sua existência.

Já a tristeza, aquela angústia, aquela sombra que paira sobre nós em algum momento, um dia ou outro, essa podemos tentar compreender. Humanos que somos, estamos sujeitos a ela. Seja pelo que nos acontece, ou pelo que acontece com os que nos cercam, os que amamos. A tristeza, o luto, a perda devem ser cuidados, compreendidos e sanados, apoiados sempre pelo tal ditado que diz : Nada como um dia após o outro.

Triste sozinho? Triste acompanhado? Faça sua escolha, mas não hesite em mudar de idéia.
Amanhã tudo ficará melhor. Acredite, lute, melhore.
Até amanhã.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010


Originária de uma mistura de sabe lá o que com mais alguma coisa,
As chamadas escovas inteligentes mudam de nome a cada estação.

Escapei da escova japonesa, a primeira, difundida em larga escala a partir do uso pela apresentadora Fátima Bernardes que por pouco não teve que se afastar do trabalho por impossibilidade de tirar as madeixas do rosto enquanto apresentava o telejornal.

Em pouco tempo o nome ajustado para escova progressiva, veio cheio de promessas por um cabelo mais liso. Aplicado o produto, profissionais e clientes choravam em meio ao vapor produzido no contato com o secador de cabelos. Nós clientes, olhos vermelhos e cabeleira lisa, saíamos sorridentes do salão, fugindo de todo e qualquer contato com água pelos próximos 3 dias, nada de tiaras, grampos, ou colocar atrás da orelha.
Lambisgóias lisas e meio sujinhas.

Apelidadas por algumas de escova agressiva, a técnica evoluiu um pouquinho, assim como os profissionais se aperfeiçoaram na tática de realizá-la ao ar livre, máscaras no rosto, toalhas úmidas para a cliente e a promessa de que a meleca do pote não é nem radioativa e nem ácido corrosivo. O resto deixamo-nos passar, ainda que seja titica de galinha, se a jura for de brilho e maciez estamos dentro.

Agora busco um novo tipo de escova para meu cabelo, a Escova Compreensiva.
Uma técnica que entenda que meu cabelo reflete o meu humor, ou vice-versa.
A escova compreensiva deixará meus cabelos fáceis de manusear, domados, flexíveis, macios, cheirosos, brilhantes, suaves ao toque e ajeitados logo pela manhã, independente se o dia estiver seco ou úmido, se eu estiver de TPM ou se for Segunda-feira.


Sua vantagem vai além, só precisa ser feita anualmente e não requer nenhum xampu especial, ou creme de tratamento importado, não se desgasta no mar, nem sofre com o cloro.

Ah, escova compreensiva... seja também escova persuasiva...e me convença de que a moda dos cachos voltou...!


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Feliz Páscoa!!!


Páscoa.
Ressurreição de Cristo;
Renascimento da fé;
Retomada do rumo.


Páscoa.
Tempo de revigorar-se;
Pelo cacau energizante;
Pela oração reconfortante;
Pelo amor


Páscoa.
Tempo de quebrar a casca;
De sair do ovo;
Tempo de se expor
E desfrutar da vida plena.


Páscoa
Feliz a minha;
Feliz a sua;
Feliz a nossa Páscoa!


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terça-feira, 30 de março de 2010

Ahh que voz!!!


Existem coisas na vida da gente que palavras não expressam o suficiente, e olha que adoro as palavras!
No último Sábado, dia 27, meu aniversário, tive o imenso prazer de receber meus amigos e familiares para uma celebração íntima, mas, muito charmosa.
O sucesso da noite se deu pela presença de todos, pela comida, pela conversa, mas não há dúvidas de que o ponto alto na festa foi a presença e o talento de uma cantora de excepcional qualidade, então aproveito deste meu espaço para convida-los a conhecer um pouco do trabalho dela:
www.nanne.com.br
Talentosíssima, linda e muito simpática. Cativa a todos com sua voz, excepcional, com a sua presença e repertório variado.
Valeu Nanne, adorei!


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BIG BOAZINHA BRASIL


Ah se eu estivesse no Big Brother Brasil...
Eu seria eu mesma, seria muito comunicativa, e me daria super bem com todos, homens e mulheres.
Jamais formaria panelinhas, pois isso me impediria de conviver com as diferenças, e o que eu mais desejo é aprender com o próximo, com as experiências do outro, trocar idéias e conceitos, expandir conhecimento e me tornar uma pessoa melhor.
Se eu estivesse no BBB, nunca colocaria o dedo no nariz, não que eu coloque na vida aqui fora, mas lá, não sei o que acontece com as pessoas, que do nada adquirem manies estranhas como essa. Eu não, meus hábitos de higiene seriam mantidos e jamais olharia para o cotonete usado, checando a cor da cera.
Ah como eu seria útil no BBB, me ofereceria para cozinhar, para lavar os pratos, faria a cama dos meus amigos, já que há tanto tempo ocioso, por que não? Cuidaria da roupa da galera, de boa vontade.
Se eu estivesse no Big Brother Brasil, usaria a academia todos os dias, ficaria sarada, para quando saísse, fosse inevitável o convite de uma revista masculina, para a qual eu nunca imaginei posar.
Tomaria sol, todas as manhãs para manter o bronzeado e parecer sempre bem para receber elogios do Bial.
Se eu fosse para o BBB, seria a última a sair das festas, e apesar de curtir muito, jamais me excederia na bebida, pra não perder o juízo.
Daria o melhor de mim em todas as provas, especialmente as de resistência, tenho certeza que superaria a todos, tamanha minha garra diante das dificuldades.
Ah se eu estivesse no confessionário, jamais apontaria os defeitos dos outros participantes, me limitaria a votar em alguém que seria por mim sorteado, para que não cometesse nenhuma injustiça de julgamento.
E se eu fosse para o paredão?
Jamais me queixaria por terem votado em mim, e pra ser sincera acho que passaria ilesa, sem nunca ir a um único paredão, por que quem teria coragem de votar em mim?
Mas digamos que eu fosse, vai, pelo BIG FONE, que só atenderia caso ninguém mais quisesse, EU não ficaria pulando e chorando em frente a telona da sala, gritando – MINHA MÃE, MEU PAI, OLHA, GENTE MINHA TIA VEIO, NOSSA!!!!! , manteria a calma, sentada no sofá diria: - “Olha gente, aquela é a minha família – Valeu galera! U-hu!”
Ah, entrando no BBB eu faria história, porque gente não é por nada não, mas eu sou muuuuito legal e fácil, fácil, ganharia o prêmio, que usaria para ações beneficentes, dividindo o saldo entre todos os participantes, para ser o mais justa possível, né?

Será?


Brincadeiras a parte, algumas lições nos dão um simples reality show.
A de que ninguém é melhor que ninguém.
De que na vida não existem mocinhos e vilões, somos fruto de circunstâncias, de nosso ambiente, daqueles que nos cercam, da educação, das experiências, do stress.
Que todos nós temos facetas a esconder, somos passíveis de erros, temos um calcanhar de Aquiles, uma fraqueza que pode ser usada contra nós ou sem que percebam, a nosso favor.
O resumo é que o diferente incomoda.
Que a gente prefere os iguais, por mais que os diferentes possam nos atrair, ficamos mais confortáveis no nosso sapato se este é do nosso número.
Ah se a gente se imaginasse num BBB, cercados de câmeras e microfones, vigiaríamos mais o que dizemos. Trabalharíamos mais por nós e pelos outros, daríamos nosso melhor. Será?
Faça um teste, imagine-se neste e confira.
Faça de você uma cobaia desta experiência, vigiando seus atos, seus pensamentos e julgando sua atuação.
Tomara que escape de um paredão!


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Relembrando...


Há alguns meses escrevi sobre a pausa para um café " Que tal um cafezinho?" lembram? Na época fiquei de postar aqui um texto que me lembrava ter lido, que era bastante interessante.

Desconheço o autor, coisas do mundo virtual, pode até ser que seja estrangeiro.

Segue abaixo, espero que gostem.


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou um vaso grande e vazio de vidro e começou a enchê-lo com bolas de golfe.
A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio.
Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.
O professor tomou então algumas caixas de fósforos e as despejou no vaso. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o vaso estava cheio, e eles voltaram a responder que 'Sim'.
Logo, o professor pegou um saco de areia e a despejou dentro do vaso. Obviamente que a areia encheu todos os espacos vazios e o professor questionou novamente se o vaso estava cheio.
Os alunos responderam-lhe com um 'Agora Sim' retumbante.
O professor em seguida adicionou duas xícaras de café ao conteúdo do vaso e preencheu todos os espacos vazios entre a areia.
Os estudantes riram-se nesta ocasião.
Quando os risos terminaram, o professor comentou:
- Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos.
- Os fósforos são outras coisas importantes, como a carreira, o trabalho, nossa casa, o carro.
- A areia é tudo o resto, as pequenas coisas, nossas roupas, sapatos,nossos mimos, coleções, todas as coisinhas das quais gostamos.
- Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida.
Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes.
- Prestem atenção as coisas que realmente importam. Estabeleçam as suas prioridades, e o resto é só areia.
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: Então professor, e o que representa o café?
O professor sorriu e disse:
- Ainda bem que perguntou! Isso é só para mostrar que por mais ocupada que a vida possa parecer, há sempre espaço para um café com um amigo'.


Nunca me esqueço disso e faço regra pra minha vida. Boa semana, amigos!


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quarta-feira, 17 de março de 2010

A visita mais desejada


Dada alta da maternidade, mamãe pode ir pra casa, levando seu bebê.
Recolhe-se enfeite da porta, mala, o resto de lembrancinhas que alguém esqueceu de entregar, flores e cartões recebidos, a passos curtos bebê nos braços inicia-se a maratona de uma nova vida, foto da saída, registro de um momento tão único quanto saudoso.


Mamãe em casa, família ansiosa, visitas sem fim, falatório, cansaço, pontos de cesárea, dor.
O retorno ao lar não é assim nenhum mar de rosas, certo que também não é o fim do mundo, mas mamãe, não se iluda, nem toda a alegria da chegada de seu bebê a impedem de sentir a chamada angústia pós-parto.


Não me refiro a um quadro clínico estabelecido, a depressão pós-parto tem características próprias, sintomas a serem observados e tratamento adequado para que a vida possa seguir o rumo natural de adequação ao novo, sem sobrecarga.
O que pretendo esclarecer é o quadro que muitas vezes se instala no lar nos primeiros dias após a saída da maternidade.
Por mais que a mamãe tenha ajuda nesses primeiros dias esta pode não ser a melhor fase de sua vida, contra tudo o que ela esperava que fosse.
O corpo não responde tão bem, a barriga ainda volumosa precisa ser contida em cintas que mais parecem artefatos de tortura, os seios agora cheios apresentam suas novidades, mamilos rachados, e a temida mastite podem ser parte do pesadelo, apesar de não serem regra, podem acontecer.


Só mesmo pior que o desconforto físico é o emocional, nem mesmo o companheiro consegue compreender o que se passa.
Fase de medos, de conselhos por vezes não solicitados, umbigo pra cuidar, será que mamou suficiente? Arrotou? Põe na berço? Dorme no quarto?
O medo da incompetência, medo de sufocar, morte súbita. Fantasmas que rondam a mente materna, que presa a um corpo que ainda requer cuidados, não pode mesmo abraçar o mundo.


- Quero voltar pra maternidade! Por que me deram alta? Quem pediu pra sair? Porque me sinto assim? Por que tenho vontade de chorar se a vida está perfeita?
Pra que tantos palpites? Como viver sem eles? Canjica pro leite, dica pro soluço, dá chupeta, não dá chupeta, visitas que insistem em tomar mais que um cafezinho...

Desde que se tenha leite, desde que o mamilo não esteja desgastado, desde que se tenha paz, há aquele momento da mamada, pausa no universo de conflitos para o contato mamãe e bebê.
O enlace traz de volta o sentimento de paz, e o vínculo que existia antes permanece intacto. Alívio. Deus é bom.
- Meu bebê. Como cabe tanto amor dentro do meu ser?

Aos poucos a serenidade toma seu lugar e passados os primeiros dias, chegará a mais esperada das visitas: a confiança. Esta amiga trará de presente a certeza de que você mamãe, dará conta de tudo e será, pra este bebezinho, a melhor mãe do mundo.



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segunda-feira, 8 de março de 2010

Um sopro de memória



Março chegou, finalmente, mês do meu aniversário.

Desde a infância, eu, no meu egocentrismo infantil, acreditava que o mês de Março era meu, assim como as árvores salgueiro- chorão. Não sei o porquê, mas acreditava que todas as árvores chorão tinham sido plantadas no meu caminho, apenas pra que eu pudesse apreciá-las, já que eram minhas favoritas.


Assim, celebrando Março, me pego pensando no desejo que farei ao soprar as velinhas este ano.
Meus pedidos reais, de importância, são reservados para minhas orações, minha conversa junto a Deus e aos anjos, a quem recorro diariamente em busca de apoio.
Agora as velinhas do bolo permitem outro tipo de pedido, aqueles que na infância eram votos de ganhar um aumento na mesada, uma bicicleta nova, agora num ímpeto de poder absoluto, desejo que as rugas não se destaquem, que adiem sua chegada em mais um ano, desejo ganhar uma viagem em alguma promoção, sem custo e com acompanhante! Desejo então que o destino seja o mais magnífico dos lugares, e que não chova.


Seguindo em minha loucura momentânea desejo no mesmo sopro inalar a vitalidade de meus dez anos de idade, tempo em que andava saltitando, na ponta dos pés e cansaço era palavra de adulto.
Mas sem nenhum esforço tenho na ponta da língua o maior de todos os meus desejos: quero um cartão de memória.


Não, não se trata de um cartão normal, desses que se compra em qualquer lugar.
Preciso de um cartão, um memory card, com capacidade ilimitada, vários zilhões de bytes livres para arquivar todas as imagens mentais que registro com minha câmera mental, melhor que qualquer câmera digital disponível no mercado, porque posso dispor dela a qualquer momento, sem precisar de baterias, sem ajuste de lente ou flash.
Minha câmera já me proporcionou milhares de imagens únicas, incríveis, de momentos marcantes, a maior parte deles imagens de um cotidiano que me presenteia com sorrisos, abraços, beijos, família, filhos, amigos, viagens, pôr do sol, céu, cores infinitas e formas variadas.

O cartão que desejo possui inteligência artificial e é totalmente programado para apagar imagens desagradáveis, além disso, seu uso se estende para arquivar conhecimento adquirido, datas importantes, diálogos, nomes de pessoas, finais de filmes, senhas de banco, telefones, entre outras funções.


Pedido realizado.

Ao soprar das velinhas ganharei meu cartão e com ele a possibilidade de jamais me esquecer de todas as maravilhas que se apresentam diante dos meus olhos a cada dia.


Ainda aproveitando minhas velinhas...desejo que você ganhe um cartão igual ao meu!


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domingo, 7 de março de 2010

8 de Março - Nosso dia!


E Deus criou a mulher
E com ela nasceu a culpa.
Por sucumbir à tentação,
Iludida pela serpente
Cometeu o pecado que a tirou do Paraíso.

Nascemos mulheres, complexas e completas.
Completamente frágeis em sua força absurda.
Viramos leoas nas horas de luta,
Somos porcelana nas dores de amor.

Na busca infinita pela perfeição
Geramos, cuidamos, amamentamos,
Criamos, ensinamos, sofremos, choramos,
Erramos.
E lá vem a culpa, idéia fixa de que poderíamos
Ter feito melhor, nos doado mais,Acertado.

Que ser é esse que se desdobra, de multiplica e se divide
Em uma mitose infinita?
Mulher acredite tua força é maior que tua dúvida,
Mãe, filha, irmã, amiga, faça-se bela hoje,
Enfeite-se e aceite os cumprimentos
Pelo dia dedicado a sua maravilhosa condição
De ser Imperfeita, porém amada, Mulher.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Olha a Carroça!!!



Segue texto de autoria desconhecida, não gosto de não postar o nome do autor, portanto se alguém conhecer o autor, favor me informar para dar o devido crédito.


Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de umpequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia …
Perguntei ao meu pai:Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa: falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotência, interrompendo a conversa de todos e querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
- “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”

Bom né? então da próxima vez que alguém perder a linha perto de você, não se exalte, lembre-se da carroça, e sorria.
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Qual é a diferença da vida com ou sem animais de estimação?

Falarei a princípio de cães e gatos.

Se tenho bichinho tenho:

Apego emocional, um animalzinho ganha nome, cama e afagos.
Trabalho, bichinhos comem, sujam, fazem xixi, coco, estragam coisas.
Companhia, alguém que me recebe quando chego em casa, tão ansioso pela minha presença que me faz sentir especial, que senta pertinho de mim em busca de meu calor humano e não me pede nada em troca.
Olhos bondosos que falam, que sabem quando estou bem ou quando preciso de uma gracinha pra dar um sorriso.
Fotos, muuuuitas fotos de momentos engraçados, de poses estranhas, sonecas, momentos únicos.
Responsabilidade, de cuidar de um ser que depende de mim, que precisa do básico, água, comida, teto, zelo, banho, mas também carinho.
Amigo incondicional, que gosta de mim do jeito que sou, que não critica minhas manias, que não me recrimina pelos meus erros, que lutará por mim com unhas e dentes, enquanto viver.

Se não tenho bichinho, não tenho:
Nenhuma
das coisas acima citadas...
que pena.


Falando sério.

Respeito muito a liberdade do indivíduo, suas preferências, seu jeito de ser, até suas manias, que o tornam único neste mundão.
Mas não posso deixar de me lamentar pelos que optam por não ter um animal de estimação.
Respeito as fobias, mas para isso existem os psicólogos, para tratá-las, afinal, não há nada neste mundo que justifique o medo irracional por um cãozinho, ou um gato. Não me refiro a nenhum pitbull, um cãozinho vira-lata, franzino, miúdo, não poderá ser causador de tanto medo. Vá buscar ajuda!


Agora digamos que você não goste de cães, ou gatos, como eu não gosto de ouvir Funk, ou comer dobradinha. Gosto é gosto, não se discute.
Será que haveria espaço na sua vida pra uma calopsita?
Ta você não gosta de pássaros presos, gaiolas te lembram prisão. As calopsitas são meigas, vivem soltas se forem acostumadas, andam sem seu ombro, podem ficar em sua mesa de trabalho. São uma graça, já viu? Experimente. As danadinhas ainda assoviam, brincam com seus apetrechos, sobem e descem escadinhas, são divertidas e alegres.


Que tal tomar conta do animalzinho de seu amigo da próxima vez que ele for viajar.

Ofereça-se para tal e descubra uma vocação antes desconhecida, a de doação. Doe minutos do seu dia em prol de um animalzinho e veja como ele te retorna com afeto.
Até as tartarugas, tenho duas, e sempre ouvi que são bicho bobo, que nada fazem além de viver cem anos. Digo que não é verdade, são curiosas, xeretam nas coisas, as minhas adoram tomar banho, com direito a xampu e escovadela nas patinhas, depois um trato no casco, só vendo, esticam a cabecinha pra fora e me deixam afagá-las. Não há quem resista.


Lá em casa somos em 10, sendo quatro seres humanos, 2 cachorrinhas, 2 tartarugas e 2 calopsitas, além de vários peixes num lindo aquário marinho.
Trabalho?
Definitivamente animais de estimação dão trabalho...feito filho, e nem por isso deixamos de querer ter filhos.

Um abração, me contem sobre seus bichinhos!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hoje Não!!!



Tudo o que eu jamais esperava era acordar um dia para ter este encontro.
Logo pela manhã! Se ao menos eu tivesse tido algum aviso. Uma boa maquiagem e um salto alto poderiam ter me ajudado a superar este imprevisto tão desagradável.
Eu, de cara lavada, tomada pela surpresa, pálida e atônita. Ele ali no meio dos outros, totalmente à vontade, saliente, em destaque, como previsível.

Não foi assim que imaginei este dia.
Pensei que quando o encontrasse, seria na minha melhor forma, tanto física quanto emocional. Minha superioridade e meu pouco caso o colocariam em seu devido lugar.

Ao invés disso, me peguei pensando o que diriam todos a partir de hoje, ao vê-lo por ali, escancarando sua presença, enquanto eu, por mais que tentasse ignorá-lo, tinha sofrido um baque, e qualquer ação na intenção de omitir sua presença só reforçaria o fato de que eu me importava com sua existência. Pobre de mim.

- Vulnerável! Fraca! - Pensava, enquanto fechava rapidamente a porta atrás de mim.
Joguei água fria no rosto, tentando me recobrar do susto, enquanto repetia em voz alta palavras de encorajamento.
- Linda! Poderosa! Você pode tudo! Você é mais que isso! Não se deixe abater!

Vasculhando a nécessaire em busca de apoio moral, esponjo o rosto com um pouco de blush, afastando a palidez, trazendo cor às bochechas. Nos lábios uma gota de brilho, e nos olhos uma pincelada sobre as pálpebras deixando os cílios longos e encorpados.
Conferi o resultado. Rejuvenescida em alguns anos, aprovei o frescor que a maquiagem me trouxe. Respiro fundo.
Pronta para encará-lo, determinada puxei-o do meio dos outros, tive cuidado de isolá-lo.
Dei uma última boa olhada nele, analítica e fria. Ainda o veria outras vezes, o futuro me reservaria este desprazer. Certo, ele haveria de voltar a me atormentar. Mas não hoje, definitivamente hoje não!
Com um giro e um movimento rápido, o abati.
Agora, preso aos meus dedos, olhei-o com desprezo. Impotente, jazia morto.
Joguei na pia o maldito fio de cabelo branco.
Cínica, sorri enquanto ele deslizava ralo abaixo.
Ajeitei as madeixas, minha vasta, longa e negra cabeleira.

Numa última olhada para o espelho, aprovei o que vi. Soprei-me um beijo, pronta agora pra qualquer desafio que o dia me apresentasse.

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Dezembro, Desejos e Aromas do fim do ano


Dezembro era esperado pelas crianças como o melhor de todos os tempos, a fase mágica de início de férias, aliado ao verão e claro, a chegada do Natal.
Na infância de outros tempos, não tão longe assim, os presentes eram limitados a duas datas no ano. Garantidos no aniversário e no Natal, nossos pacotes guardavam surpresas, ao menos em casa era assim. Nada de listas, nada de compras antecipadas, afinal, um dos maiores prazeres era imaginar o que o Papai Noel nos reservaria para aquele ano.


Mas Dezembro sempre foi mais que isso. Enfeitar a árvore de natal, desembrulhar uma a uma as bolas que surpreendentemente se quebravam sozinhas dentro das caixas.

E o cheiro?
Pinheirinhos naturais sempre deixam um aroma diferente na casa, juntam-se a isso os aromas da véspera, comidas natalinas esperadas, preparadas ao longo da semana.
Em casa o prato principal sempre foi o pernil e o mais esperado as rabanadas. Não se faz pernil fora desta época em casa. Rabanada então, simples pão amanhecido de todo dia, porém comido como manda a tradição apenas no dia mais festivo do ano.

Tempo de comprar presentes, fazer cartões, e o amigo secreto? Trânsito maluco, lojas cheias, mas no final o pacotinho entregue representa sua dedicação em fazer saber que aquela pessoa querida vale o sacrifício.


Dezembro, Natal, luzes, enfeites, comidas, cartões, sorrisos, encontros, tempo de celebrar o amor, as conquistas, a saúde, família, amigos. Tempo de perdoar, agradecer e renovar os votos de felicidade a todos que amamos.

Que seu Dezembro seja o presente do ano, o melhor mês, o final que é começo, o início de novo tempo, que de fim seja apenas para as dúvidas e incertezas, 2010 será ainda melhor.



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Feliz Dezembro, ainda volto antes do Natal...

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cotidiano Feminino



Ela entrou em casa voando, como fazia quando estava mais apressada do que o habitual.
Enquanto passava pela sala recolheu os brinquedos do filho, espalhados pelo tapete. Ajeitou as almofadas enquanto num sopro tirou o pó da estante.
Em meio segundo estava na cozinha, lavando os copos deixados sobre a pia, enquanto ágil, colocava água pra ferver, na intenção de preparar algo rápido para o jantar.
Já no quarto, num clique ligou o computador, para verificar os e-mails, enquanto recolhia a toalha deixada pelo marido, encima da cama. Resmungou, enquanto arremessava a toalha que alcançou perfeitamente o cesto de roupas, no banheiro.
Passou feito um raio pelo quarto da filha, e viu sobre a escrivaninha a calça jeans que precisava ter a barra feita, voltou, fez a barra enquanto abria a porta dos fundos e alimentava o cãozinho da família. Totó era o único que parecia reconhecer seus esforços. Lavou, enxugou e encheu a vasilha de ração do pequeno Beagle que ainda conseguiu ganhar uns afagos, antes de ver sua dona arremessar-se sobre a tábua de passar, empilhando uma sobre outra as peças de roupa de toda a família.
Como uma crupiê distribuindo cartas numa mesa de cassino, descarta as pequenas pilhas formadas sobre as camas, na esperança de que cada um guardasse as suas, ainda que soubesse que se arrependeria mais tarde, preferia acreditar que assim o fariam.
Ouviu o zumbido da chaleira avisando da fervura da água, por sorte tinha já cortado todos os legumes enquanto apagava sua caixa de SPAM lotada de ofertas de inutilidades e mensagens de origem duvidosa.
Checou a embalagem do espaguete. A massa ficaria pronta em cinco minutos. Preparou o timer para despertar. Tinha tempo suficiente pra terminar pequenas tarefas pendentes.
Colocou a roupa suja na máquina de lavar, e ali mesmo na lavanderia se equipou do arsenal, pano, rodo e limpador instantâneo líquido, o mais prático do mercado, pois não podia perder tempo diluindo produtos. Passou cuidadosamente por toda a casa, levantando os móveis, zelando pelos cantos e frestas, nada ficou pra trás.
Tirou a roupa e no banho planejou sua noite, ainda faria as unhas antes da chegada da família. Talvez não, melhor seria fazer uma sobremesa.
Vestida, penteada, passou um brilho nos lábios enquanto recolhia seu disfarce do chão.
Nunca mais se preocuparia em lavá-lo às escondidas. Fora usado hoje pela última vez. Agora o colocava em um saco de lixo. Não seria nostálgica. Não haveria arrependimento.
O timer do fogão soou enquanto ela abria a garrafa de vinho, as travessas foram devidamente preenchidas, salada decorada, massa fumegante, casa cheirosa, faltava um detalhe...
A família entra pela sala a tempo de sentir uma brisa vinda da janela da cozinha, a mãe colocava uma flor fresca, recém colhida, decorando a mesa posta para o jantar.
- Perfeito! – Disse em voz alta!
Correu até a pia e soprou sobre a gelatina ainda líquida, deixando-a pronta na geladeira. O sopro ainda garantiu a secagem final do esmalte, que brilhou nas unhas perfeitamente manicuradas.
Enquanto todos lavavam as mãos, checou a correspondência pelo marido, e abriu um pacote remetido a ela.
Apanhou rapidamente o pingente de Kriptonita, comprado clandestinamente pela internet.
Liberta, pendurou-o no pescoço. Vida nova!
De agora em diante seria apenas uma mulher comum. Ainda assim, como tantas outras, ainda seria uma Super-Mulher.
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. Boa semana super mulheres!
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Experimente!


A infância passa tão rápido..., injusta proporção. Uma década de tantas alegrias e vida descompromissada, para tantas outras de vida adulta, cheia de responsabilidades.
Permita-se. Por hoje seja criança, um pouquinho por dia, que tal?
Dê-se de presente aquele brinquedo desejado, nem que seja pra fingir que é do sobrinho que esqueceu em sua casa.

Sente-se no chão com outras crianças e jogue uma boa partida de um daqueles jogos de tabuleiro. Solte pipa. Brinque de massinha. Faça moldes de gesso. Ainda sabe andar de bicicleta, mas lembra-se como rodar um bambolê? Pular corda? Bater bafo?
Não dá conta? Duvido.

A sua criança está aí... dentro de você. Doidinha pra se lambuzar nesta farra!
Aproveite!

Feliz Hoje e Feliz Dia das Crianças!
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Foto: Andrea Amaral - www.ideia-dea.com.br
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Paraíso


Onde fica o Paraíso?
Há quem diga que o paraíso é o reino dos céus, um lugar perfeito, lindo, para onde todos nós iremos desfrutar da vida eterna.
Não sou São Tomé, não preciso ver para crer, acredito em várias coisas, entre elas na possibilidade da vida eterna, ainda que ela possa ser um pouco diferente desta imagem de um clube de campo com estadia permanente, mas nada disso vem ao caso.

Paraíso pra mim é estar em plena harmonia.
Nosso paraíso pode ser nossa própria casa, desde que esta seja refúgio, aconchego para todos que nela habitam para que seja este um lugar de paz.
Conheci alguns outros lugares que poderiam ser chamados de paraísos na Terra, e sei que deve existir ao menos uma centena deles, onde a presença de Deus é sentida na paisagem, na pintura perfeita da criação divina. Lugares que pretendo conhecer e outros que por mais otimista que eu seja não me permito crer que alcance, mas me contento em ver através dos filmes desses canais de TV voltados para a natureza e o meio ambiente.

Neste fim de semana conheci Campos do Jordão.
Cidadezinha denominada estância climática, reconhecida por seu ar puro e por ter sido benéfica a tantos que buscaram recuperação para seus problemas pulmonares, Campos do Jordão para mim terá sempre um significado particular, um lugar onde desfrutei de horas e horas de completa e total entrega a alegria.
O clima de romance agraciado pela beleza natural da região, passeios de mãos dadas, cascatas e vegetação úmida pela garoa da manhã, fachos de luz do sol por entre as árvores altas. As noites, que apesar de não tão frias, foram desfrutadas a luz da lareira.
A companhia de amigos, a conversa à mesa, a música de qualidade e refeições deliciosas em meio a risos.
Pisei na grama, abracei árvore, agradeci a Deus, tomei chuva e sol, experimentei novos pratos, viajei físico e mente, por lugares conhecidos, desconhecidos e saudosos.
Reviver o romance, reavivar a chama, revitalizar o corpo e encher os olhos e a mente de tudo o que há de mais perfeito na vida.
Se o Paraíso na Terra é Campos do Jordão? Pode ser que sim, ou que não, pode ser mais um, mas certamente visitei o meu Paraíso.

Coração repleto, corpo cansado e satisfeito, mente livre, inicio esta semana com a mais absoluta de todas as certezas. Depende de nós encontrarmos nosso paraíso. Ainda que ele esteja ali ao lado, na sala de estar tendo toda a família atarracada no sofá da sala, dividindo o cobertor e a pipoca, seja no quintal num dia de sol, brincando com água, escorregando no sabão. Seja viajando, ou fazendo um piquenique, fazendo um bolo no sábado à tarde, ou almoçando a beira mar. O que faz de nossa vida o inferno ou o céu, são nossas escolhas.


Eu escolhi meu amor, meus amigos, escolhi ser feliz com tudo o que me foi destinado, porque mesmo aquilo que não escolhi, me faz ser quem sou.

Obrigada Senhor por este fim de semana precioso, que seja este um dos muitos e muitos que ainda desfrutarei, seguindo minhas escolhas e sua benção.
Amém!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pra que serve um feriado?


Ah como é bom, um feriado qualquer, um dia de folga da correria, uma pausa na rotina.
Feriados são destacados na folhinha, estão lá, pintadinhos em vermelho, como pisca-pisca nos alertando do presente que o mês nos reserva.
Tem gente que já conta os feriados do ano, assim que um novo se inicia, já sabe das pontes, das emendas, planeja compensações e viagens, outros, distraídos como eu, são tomados da grata surpresa:
“– Sério? Feriado? Quando?”

Feriados são dias especiais.
Tem gente que lava o carro, outros vão pescar, muitos batem a laje, aproveitam pra fazer o churrasco, tradicionalmente, pagando pela ajuda dos amigos. Tem gente que faz cirurgia plástica, vai para o SPA, enquanto outros dão pausa na dieta pra aproveitar melhor a comilança.

E quando dá pra viajar então!
A ansiedade das crianças, malas, planos, atividades, quando estou muito cansada costumo dizer que o feriado é desgastante em seus preparativos e em seu retorno. A gente tem que pensar em tudo, considerar o clima e todas as hipóteses de mudança, frentes frias, chuva e sol. Leva na mala de protetor solar a cachecol, cobertas e baralho para aquele dia eventual de chuva incessante.
Mas não importa mesmo, quando chegamos ao destino tudo já começa a valer a pena, até mesmo o tempo gasto no trânsito, esta parte, confesso, é a mais traumática.

Mas não quero me esquecer de falar do feriado avulso, aquele que não permite ponte, emenda, nem choro nem vela.
Adoro esses feriados!

Acordar sem precisar sair de casa, sem compromisso de horário, e na TV aquele programa que normalmente a gente não assiste porque sai pra trabalhar.
Como é bom aquele dia de “quebrar galho” na cozinha, dia de macarrão instantâneo com salsicha, sanduíche, dia de bater um bolo, e comer pipoca assistindo a Sessão da Tarde.

Mas o que gosto mesmo de fazer nos feriados avulsos é de arrumar gavetas.
Verdade!!
Sabe aquelas gavetas aonde vamos juntando um milhão de coisas que deixamos ali adiando providências?


Adoro me sentar e rever, encontro tanta coisa inútil que guardei pelo simples fato de não querer perder 3 segundos pra ler e descartar.
Acho graça em encontrar moedas perdidas. Digo que se ficarem duas em uma gaveta ou fundo de bolsa, elas se multiplicam. Aprendi a baboseira com meu avô, e passo adiante para os meus filhos. Pois não é verdade? Sempre que limpo as gavetas lá estão elas, várias moedas, que trato logo de dar destino útil.


Gavetas escondem segredos, comprovantes de despesas que nem mesmo queremos admitir termos feito, aqueles papeizinhos amarelos, recibos do cartão de crédito ameaçando se juntarem e somarem suas dívidas antes mesmo da fatura chegar... ah faturas... Por vezes as gavetas escondem uma ou outra conta que a gente acaba se esquecendo de pagar. Gavetinha danada!

Encontro brincos perdidos, aquele último “Trident” dobradinho na embalagem, o documento original que precisa ser guardado, uma ou outra foto, o papelzinho do sapateiro, uma cartela com dois comprimidos que deixei de tomar.

As horas passam e eu ali, como um paleontólogo, que busca tesouros encrustados, fósseis e novas espécies já extintas, busco entender um pouco mais de mim, a cada escavação de minhas gavetas.
Encontro um santinho que ganhei de uma amiga, a medalhinha que ganhei de outra, amuletos de sorte, pedrinhas que recolhi em algum lugar por onde passei. Ao mesmo tempo que encontro coisas absolutamente incompreensíveis, como uma tampinha de uma pomada, que deve estar aberta em algum lugar do passado.


Revirar gavetas, bolsas e armários é um desafio aos alérgicos.
Uma atitude de autoflagelação que quase sempre acaba com espirros e nariz entupido. Mas na medida em que os sacos de lixo vão se enchendo, esvazio espaços, criando o vácuo, espaço novo pra coisas novas que virão.

Costuma ser assim, alivio-me do peso do acúmulo, liberto-me da culpa pela bagunça, solto no ar milhares de ácaros, e termino o feriado tomando um antialérgico, fungando e tossindo, mas satisfeita pela missão cumprida.

E que venha o próximo! Bom Feriado!

domingo, 16 de agosto de 2009

O Bom Conselho




Faz parte do inconsciente coletivo a imagem dos avós como entes conselheiros, pessoas de maior vivência, de mais experiência que podem diante disso colocar-nos no melhor caminho, frente a dúvidas que nos cercam.
Fato, nem todos têm a sorte de contar com os avós vivos e nem todos os avós são preparados para aconselhar.
Mas como regra, seus conselhos sempre são de valia, uma vez que estes não querem o nosso mal, pelo contrário, só desejam nos ver em ótimos lençóis, ainda que estes cheirem a mofo, tão antiquado o conselho possa parecer.


Mas um conselho deve ser dado quando se sabe exatamente do que se trata o caso.
Conselhos são suposições, certo, tem sua serventia como um bom bate papo para abstração de idéias prontas, dando abertura para novas.
Nem sempre precisamos estar na pele do outro para entendermos o que se passa. A minha vivência pode servir de apoio para o que vou te aconselhar, mas às vezes a vivência de uma amiga é mais válida ainda. Assim é o aconselhamento.
Colhemos dados, processamos, buscamos parâmetros de acertos e passamos adiante o modelo do que acreditamos ser a melhor alternativa, a trajetória mais assertiva na busca de uma conquista.

Diz o ditado que se conselho fosse bom não se daria, venderia.
Em um mundinho individualista como o nosso tem se apresentado, é bem real.
Não no meu. Dou conselhos e recebo-os de coração aberto.
Porém, antes de dar e receber conselhos, eu agora aconselho que se tenha na mente um filtro, um recurso que te permita pré-análise do que se pretende com o conselho.
É porque nem toda baboseira que se ouve pode ser levada a sério.
Nunca dê um conselho que possa por alguém pra baixo.
NUNCA!
Ainda que acredite piamente naquilo, ainda que se ache certo, jamais abra sua boca pra arrasar algo ou alguém. Pare. Pense. E se fosse você? E se tudo o que o outro for fazer daqui por diante tenha a ver com seu conselho? Está pronto para assumir a responsabilidade ou mesmo a IRRESPONSABILIDADE de definir o próximo passo desta pessoa?

Nivele-se na igualdade, coloque-se no lugar, na situação, encare de frente e sugira sim o que você faria diferente, a curto e longo prazo, mas (lá vou eu aconselhando novamente...) jamais diga “Você está fazendo tudo errado!”.
Sua frase, infectada de crítica e pessimismo incapacita o outro a enxergar algo de bom, torna-o incompetente prévio.

Se não puder aconselhar, adie. Diga: “Vou pensar melhor sobre isso, refletir”, o que já é um conselho disfarçado para que o outro entenda que ele mesmo precisa rever os fatos antes de se precipitar nas ações. Mas não seja omisso, jamais. A omissão é cruel.
Às vezes, quem pede um conselho, pede na verdade um ouvido amigo. Só isso. Alguém que ouça, mas ouça mesmo, que antes de ir dando seu parecer, escute a fundo o que aflige aquele coração. Para cada problema há ao menos uma saída.

Posso dar mais um conselho? Seja ouvido, antes de ser boca.
E antes de se tornar boca...., chupe uma balinha doce.

Um abraço! Boa semana!



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pais e Pais



Conheço bem o universo feminino. Sei de suas glórias, suas dúvidas, medos e culpas.
Hoje me colocarei nos sapatos dos pais.
Vida dura esta de servir de exemplo. Pai herói.
Tanto medo de não corresponder às expectativas, tanta responsabilidade sobre ombros por vezes tão jovens que mal sustentam seu próprio ser.


Um jovem pai que se esquiva do peso de se transformar em referência de alguém. Muito além de uma pensão, seu filho precisará de sua companhia, assim como os amigos baladeiros de antes. Quanto custará este filho? Quanto peso terá sua vida a partir de agora? Será que terá meios de sustentá-lo? Será que vai saber o que fazer na hora certa?
Agora não poderá mais errar, dirão os outros: - “Você não é mais um menino, já tem filho pra criar!” – Sentença definitiva de que as falhas não serão perdoadas.
Dentro da cabeça todas as dúvidas possíveis, no coração a aflição, a dúvida entre ficar ou fugir, cair neste mundão de Deus, deixando pra trás tudo e todos. “O que os olhos não vêm o coração não sente”. Não sentirá nada por este bebê que nascer, afinal, nem estava planejado.
O coração falseia, a mente divaga sobre a possibilidade de ficar. Encara de perto a vida nova que se apresenta. Um bebezinho, seu filho, menino, a cara do pai. – “Poderia ensiná-lo a fazer pipas, seria ainda melhor que eu.

E se for menina? “Vai ser uma princesa. Vai ganhar uma boneca, a mais linda que o meu dinheiro puder comprar”.

Ele se vê carregando nos braços aquele bebê.

Não pôde se conter. Correu como louco, atravessou as ruas mal olhando para os lados, entrou na maternidade tão desesperado quanto firme. Levado pelos corredores viu pela primeira vez através do vidro, aquela criatura pequena, tão viva, tão real, tão dependente de alguém.
Pousou a mão sobre o vidro, quando a enfermeira trouxe aquele corpinho, embrulhado na manta. Os olhos então fechados se abriram um pouquinho, como que para espiar o pai, figura que seria tão importante em sua vida.
– “Meu filho.” – sussurrou.
E o único choro que se ouviu não veio do berçário, e sim do corredor, do pai que acabara de nascer.

Em outro universo também homem, também aflito, temeroso por tudo o que estava por vir, mas muito mais ainda por algo que talvez jamais chegasse.



Seria esta a quinta ou sexta vez? Não importa. Havia decidido parar de contar, assim como pedira à esposa que o fizesse.
A cada mês, incessante sequência de frustradas tentativas de uma gravidez que tardava em chegar.
Cada período fértil, inicialmente celebrado com promessas e encontros animados, estimulados pela euforia do calor carnal, era seguido de dias de ansiedade sem fim, culminando com a chegada do temido sangue, a prova de que não fora desta vez, a comprovação da incompetência absoluta, tão impiedosa quanto forte.
A menstruação era uma ameaça constante, trazendo com ela os sonhos, matando aos poucos a vitalidade do casal.
Ali tão perto a mulher de sua vida, já tão sofrida, desgastada por tantas cobranças, as suas próprias, as que a sociedade impõe. “E quando é que vem o bebezinho?” perguntam as tias, talvez inconscientes de que sua pergunta causava uma apunhalada no peito, fazendo-a sangrar por dentro.

Tudo o que mais desejava era ser mãe.
O marido já nem sabia se sobraria amor desta relação caso o bebê não viesse.

A fragilidade da vida conjugal abalada por tantos exames, tratamentos, tanta energia e dinheiro investidos no projeto de vida que até já tinha nome planejado.
A vida estabelecida, espaços definidos, condição financeira favorável. Por que é que não estava acontecendo? Quando teria a chance de pegar seu bebê no colo e cantar baixinho uma canção de ninar só deles?

Tanta coisa por fazer, tantos planos, sonhos e projetos.
Ali, do outro lado da porta, a esposa fechada no banheiro.

Nas mãos a caixa do teste de gravidez. A bula recomendava o modo certo de usar, a forma correta já não era novidade para nenhum dos dois.
A porta de abre tão devagar que o coração parece parar.
Nas mãos dela o futuro, na boca um meio sorriso, no ventre o filho esperado.
Um abraço de longo alcance aperta o momento, tornando-o eterno.

Aconchega-se ao filho, e toca Deus, aquele que tudo pode, a quem agradece pelo milagre da vida.


Dois pais, duas histórias. Quisera eu pudesse relatar a sua, até mesmo a minha.

Obrigada meu querido pai, por sua existência tão marcante em minha vida, por sua conduta, seu exemplo de vida, por sua alegria infindável e otimismo contagiante.

Parabéns a todos os pais, em especial ao meu marido, pai ainda em fase de aprendizado, se descobrindo a cada dia mais presente e mais suave, baixando sua guarda para receber o que há de mais perfeito e simples neste mundo. O amor dos filhos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009


Perdas

Na concepção da palavra, a perda é quase sempre ruim.
Perdemos o sono por problemas, perdemos tempo nas filas, perde-se a paciência com tanta roubalheira e impunidade, perdemos tantas oportunidades por um triz.
Uma perda positiva que me vem à mente é a perda de peso. Esta sim, desejada, buscada e muitas vezes tão difícil de se obter que o que acaba perdida é a motivação.
Outra perda que vale a pena é uma mania nova e muito interessante, uma campanha chamada: Perca um livro. A moda se originou na Europa e vem ganhando força. Eu mesma já perdi alguns, é interessante, recomendo. Deixar de propósito um livro em um lugar público, com a intenção e a mensagem escrita de que aquele que o encontre desfrute da leitura e depois o perca novamente para que outro possa repetir a saga.

Perder um objeto estimado é muito chato, quem já não perdeu um documento, uma caneta especial, o guarda-chuva, mulheres perdem a tarraxa do brinco, bebês perdem chupetas e um pé do sapatinho.
A perda gera aquele vazio. Todos nós conhecemos o que é esperar por algo que não volta.

A morte é a perda mais assustadora, a princípio. Saber que não há como ter de volta, que se foi. Mas ainda prefiro encarar a morte como uma viagem, como minha amiga Mary, que está do outro lado do planeta, na Nova Zelândia, alguém que não vejo há 18 anos, mas por quem permanece todo o meu carinho e saudade. Apenas não posso vê-la.

Deixo-me enganar por esta ilusão que me permite levar de forma mais branda o que definitivo, assim, encaro a morte como esta viagem ao lugar distante que nem toda tecnologia permite a comunicação.

Tem mãe que perde filho, e filho que perde os pais. Não gosto de comparar dores. Costumo dizer que dor de ouvido não dói mais ou menos que a dor de dente.
A pior dor é a de hoje, aquele que se sente agora.

Porém a perda que me faz hoje digitar essas idéias é a da cadela Dida.
Dida é uma vira-lata, dessas de cara boa, como costumam ser os vira-latas, com todo respeito ao Pedigree alheio, mas o traço marcante que une este grupo racial são os olhos. Olhos que no início pedem: Me leve! Com o tempo se mostram tão amigos, tão compreensivos, tão expressivos como poucas pessoas podem ser através do olhar.
Dida está na família há 10 anos, e fugiu da Petshop. Em um segundo estava ali, pra tomar um banho e ir passar o fim de semana na chácara, que ela tanto gosta, no outro estava nas ruas, tomando chuva e se arriscando por lugares onde nunca passou.

São Pedro também perdeu a noção do excesso e desde Quinta nos deu dias e noites chuvosos, aumentando nossa dificuldade em colar cartazes, distribuir panfletos e toda forma de divulgação.
Mas retomando a idéia de perda, nossa Dida, perdida, precisa ser encontrada, voltar pra casa, ser acarinhada e festejada, cuidada, alimentada, como membro da família, precisamos dela lá.

De todas as perdas possíveis, só não podemos perder jamais é a fé.
A fé é que nos leva adiante, nos permite acreditar no amanhã. A fé nos empurra da cama com tanta força quanto nos afofa o travesseiro pra uma noite de sono bem dormida.

A minha fé move montanhas, como diz o ditado, mas vai além, na impossibilidade, abre túneis, faz escalada.
Se sofro? Sim às vezes, mas me agarro na mata e subo a montanha. Elevo os pensamentos e entrego minha dor a Deus, divido com Ele, minhas aflições, minhas dúvidas, e Ele multiplica minhas forças, minha confiança, minha fé.

Não percamos a certeza de que tudo tem uma razão de ser, que lições são tiradas, e afinal, estamos aqui só pra aprender.

Perdemos a Dida e ganhamos algo novo:
A certeza que a solidariedade ainda existe.
Que há muito mais gente boa nas ruas do que a TV mostra.
Que ainda dá pra andar de carro com a janela aberta.
Que muita alma boa sai de casa a noite pra alimentar os animais de rua.
E que isso nunca se perca!


Até breve Dida!

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Pra você hoje.

Amigo não é coisa, muito menos pra se guardar do lado esquerdo do peito, diria melhor, que amigo é anjo, pra se hospedar do lado direito do peito, ao lado do coração, atento a suas nuances, porque o verdadeiro amigo sabe quando nosso pequeno músculo palpita forte de emoção, aperta-se em agonia ou mesmo suspende temporariamente suas batidas diante dos sustos que a vida teima em nos pregar.
Amigo é mais que remédio, é vacina, prevetivamente nos fortalece, também é cura pra muitos males, mas antes de tudo é promessa de que tudo ficará bem, depois daquele abraço, mesmo dado a distância.
Amigo é luz, luz de Deus na Terra, um toque daquele que não pode se fazer presente em forma, se faz na amizade, fortalece, engrandece, partilha, multiplica.
Amigo é tudo de bom. Dá saudade e não enjôa.
Amigo tem cara de mãe, de companheiro, de criança, de filho, amigo tem voz, tem escrita, tem foto, cartão postal, amigo moderno está no msn, manda email, torpedo, e mesmo quando tudo isso falha, o amigo estará lá, em forma de oração, pra te desejar, como eu te desejo hoje, uma vida plena e um feliz dia do amigo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um ano depois


Um ano depois

Queridos visitantes, amigas e amigos.
Ontem vivenciei uma experiência tão satisfatória quanto inspiradora a ponto de me trazer a este espaço para dividi-la com vocês.
Há um ano, em uma festa de um aninho de Catarina, filha de uma amiga, tive a oportunidade de conhecer duas mulheres, duas histórias diferentes, somadas com a minha, éramos três,
Em um momento crucial de nossas vidas.
Citarei seus nomes porque apesar de não ter pedido permissão, em nada as comprometeria meu relato para que as chamasse por nomes fictícios.
Fomos apresentadas, inicialmente nossa amiga em comum, Fátima nos entreteve por alguns minutos, e como tópico inicial o lançamento do meu livro que se daria dali há um mês aproximadamente.
Falei por cima, sobre a Livraria Sobrado, onde se daria o evento. Estava encantada, tinha acabado de sair de lá para ver como se dava um evento noturno, e o lugar encantador ganhava um charme a mais com as luzes da noite e a música instrumental. Meus olhos brilhavam diante de mais uma etapa vencida no caminho por realizar aquele projeto que completava cinco anos. Meu livro.
Eva encontrava-se em uma fase crítica, apesar de ser uma pessoa muito forte, de alto astral, muito positiva e bem humorada, enfrentaria pela frente talvez a fase mais difícil de sua vida. Seu marido ia ser submetido a uma cirurgia para remoção de um tumor no cérebro, com todos os riscos e incertezas que envolvem uma cirurgia deste porte, onde nem os médicos podem assegurar sobre que tipo de sequelas podem se apresentar após sua realização.
Trocamos idéias sobre médicos, conduta médica, ser humano médico, sobre milagres, sobre a sorte de encontrar um médico bom realmente interessado no paciente e em suas dúvidas e aflições.
Falamos sobre família, sobre casais e de quanto na hora do aperto é importante contar com essa unidade familiar que dará suporte e ajudará na recuperação seja qual for a dificuldade.
Travamos uma conversa que percorreu caminhos diversos, mas muito animada e proveitosa, como grandes amigas que não se viam há um bom tempo, tagarelamos por horas.
A certa altura o jantar servido, senta-se ao nosso lado o terceiro vértice desse triângulo, Solange.
Enquanto continuávamos a conversa, fomos nos interando de quem era essa moça, que era casada há alguns anos e até então não tinha filhos.
Eu com os meus por ali passando, a pergunta era inevitável e Eva a fez. Perguntou se ela desejava ter filhos.
Solange queria sim, mas havia perdido um bebê e estava naquela fase em que retoma o plano, ainda incerta de qual caminho tomar, buscava entre outras coisas um médico e aí nossa conversa se intensificou.
Recomendei meu médico, falamos sobre os medos e apreensões que cercam uma gravidez após uma perda.
Finda a festa, nos despedimos, convites a serem enviados, telefones trocados, e votos de que tudo correria bem em nossas vidas, nos despedimos.


Ontem, nova festa, novo bolo para Catarina que agora completava seus dois anos de vida, hoje muito mais saltitante, mal sabia ela que ao nos convidar para sua celebração estaria nos presenteando.
Meu presente foi ver chegar o casal, Eva e esposo, saudáveis, felizes, rejuvenescidos em minha opinião, aparentando menos idade e definitivamente menos medos, preocupações e mais alegria em viver após uma muito bem sucedida intervenção médica, uma recuperação abençoada e o milagre da ausência de sequelas.
Enquanto ainda nos atualizávamos de nossas novidades, ela de suas fases e eu das conquistas alcançadas pelo livro, vimos chegar Solange, carregando nos braços seu pequeno Vitor. Vitorioso milagre trazido ao mundo através das mãos do Dr. Mauro Grynszpan, para meu deleite, que me sinto um pouquinho participante desta conquista.

Ahhh, como um ano passa e tantas coisas acontecem.
Quem dera pudéssemos sempre que preciso dar um pulinho no futuro pra ver que lá na frente tanta coisa já estará resolvida, problemas solucionados.
Pra mim ficou como lição, mas uma dessas que a vida apresenta, disfarçada na rotina de todos nós, mas evidente para quem quer enxergar que tempos melhores virão, sempre, que não problema que não tenha fim.

Hoje é Ano Novo, pra nós pertencentes ao triângulo, e com fé em Deus no ano que vem Catarina nos proporcionará nova oportunidade de crescer, no seu aniversário.
Boa semana, bom ano!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papo de Mãe


Olá

Boas novas existem pra serem compartilhadas...


A partir do mês de Julho, terei uma coluna na revista mensal Materlife. Para quem ainda não conhece, trata-se de uma revista bem legal de interesse feminino, basicamente.

Minha estréia ainda não se deu, mas sabe como é, o meu pessoal VIP já poderá espiar meu texto de antemão, segue abaixo:


Papo de mãe

Minha filha Laura sempre teve muita dificuldade para dormir.
Suas sonecas desde bebê eram leves, daquele tipo que qualquer barulhinho acorda, e para que caísse no sono, precisei usar de muitos recursos, de cantar músicas de ninar a assistir duas ou três vezes os vídeos da Xuxa, que ela adorava. Mas assim que cresceu um pouquinho mais, com quase dois anos, adotei uma tática diferente.
Sentávamos em uma poltrona de balanço, no quarto, ela no meu colo, e eu começava a ler livrinhos de história, mostrando os desenhos, fazendo os barulhinhos e sons dos animais, assim ela ia se distraindo e relaxando e eu ia inventando detalhes, acrescentando emoção. Daí colocava-a no berço, sentada a seu lado ia aumentando as histórias até que ela pegasse finalmente no sono.
O hábito se estendeu, continuei lendo, tive meu filho, William, e sempre contando histórias antes de colocá-los para dormir.
Criei um repertório próprio de histórias, todas com certa preocupação em transmitir conceitos de ética, amizade, respeito ao próximo, mas que fossem divertidas.
Nosso padrão antes de dormir era como regra, eu leria duas histórias, cada um escolheria a sua em nossa pequena biblioteca que ganhou corpo com o passar dos poucos anos.

A seqüência poderia variar. Às vezes um deles dormia durante a leitura, às vezes os dois caiam no sono, mas na maioria das vezes, ao final da segunda estavam lá, de olhos abertos, pedindo por uma nova aventura. Então era hora da “história da cabeça”. Eu apagava as luzes, e no escuro, já deitados, acomodados, ouviriam minha narrativa, e cada dia era uma nova, e sempre tinha que repetir as antigas.
Aos seis anos minha filha me pediu que escrevesse um livro com as histórias que inventei, disse que divertiriam outras crianças. A princípio não dei crédito ao que dizia, mas ela, enfática como sempre, disse que o livro deveria chamar-se “Histórias da Cabeça da Mamãe” e que de tantas criadas eu poderia lançar uns três livros.


A importância do hábito de ler para as crianças vai muito além do desenvolvimento de seu intelecto, de seu vocabulário, de sua capacidade criativa, refere-se à construção de um vínculo tão forte que o tempo não desfaz. Um laço estreito entre aquele que apresenta um mundo infinito de possibilidades e aquele que engatinha em suas descobertas. Assim será por toda a vida, o livro, portador de emoções, cultura, experiências, companheiro, mestre e do outro lado o leitor, que ao lê-lo baixa sua guarda, abrindo-se para o novo, pré-disposto a aceitá-lo.

“Histórias da Cabeça da Mamãe”, uma coletânea de dez contos foi lançado, bem aceito e me levou a novos caminhos. Em breve lançarei “Outras histórias da Cabeça da Mamãe” com a total certeza de que minhas histórias estimularão pais, avós, tios e professores a desenvolver e manter este delicioso hábito de ler para suas crianças.


Em breve espero postar aqui o convite do lançamento do livro, que ainda está em fase de produção, mas enquanto isso, fica aqui o convite mais próximo de adquirirem a revista nas bancas a partir de Julho.

Um abração!